A luta antimanicomial em pauta no Congresso Freemind 2025
A Luta antimanicomial foi debate no 10º Congresso Freemind , como parte da programação especial do Departamento de Entidades de Apoio e Acolhimento Atuantes em Álcool e Drogas (DEPAD), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Nesse contexto, o 10º Congresso Internacional Freemind 2025 recebeu o ex-deputado federal Paulo Delgado, autor da Lei 10.216, que instituiu o marco legal para um movimento conhecido como “luta antimanicomial”. Embora o projeto foi apresentado em 1989, e aprovado doze anos depois o que demonstra a complexidade do processo de transformação das políticas públicas em saúde mental.
Além disso, Paulo Delgado reforçou que a sociedade necessita da ampliação dos CAPS AD, especialmente do tipo 3, da mesma forma, destacou a importância de unidades de acolhimento para processos de desintoxicação, como Comunidades Terapêuticas, residências terapêuticas, lares abrigados, atenção primária, UPAs e novas iniciativas que surgirem, e que todas devem ser continuamente avaliadas.
A importância da ampliação da rede de atenção psicossocial
“A internação compulsória ou autoassistida só pode existir amparada por políticas claras e compreensíveis, comunicadas em linguagem acessível para que todos entendam o que está acontecendo. Isso é fundamental em uma sociedade marcada por uma geografia de exclusão, onde bairros e regiões não têm as mesmas oportunidades, e onde o conflito político não pode contaminar o cuidado clínico”, pontuou.
O papel do Congresso Freemind na construção de redes de cuidado
Além disso, o debate no 10º Congresso Internacional Freemind 2025 reforçou a importância de fortalecer políticas públicas baseadas em evidências, direitos humanos e cuidado em liberdade, reconhecendo que a saúde mental deve ser tratada como prioridade social e não apenas como questão médica. A luta antimanicomial representa um avanço civilizatório ao propor um modelo que substitui o isolamento pelo acolhimento, o controle pela escuta e o abandono pela construção de vínculos.
Nesse contexto, eventos como o Congresso Freemind cumprem um papel essencial ao promover diálogo entre gestores públicos, profissionais da saúde, organizações da sociedade civil e a população em geral, estimulando a criação de redes integradas de atenção. Ao reunir diferentes setores em torno do mesmo propósito, o encontro amplia a conscientização sobre a necessidade de investimentos contínuos, formação de equipes qualificadas e avaliação permanente dos serviços, garantindo que cada pessoa em sofrimento psíquico seja atendida com respeito, dignidade e cuidado integral.
