A importância da escola na prevenção às drogas e vícios digitais será tema no 10º Congresso Freemind.
Preocupação crescente entre pais e responsáveis, os vícios — sejam eles químicos ou comportamentais, como o uso abusivo de telas — afetam diretamente o bem-estar de crianças e adolescentes. Nesse contexto, a escola pode e deve ser o primeiro grande espaço de proteção, apoio e prevenção. Mas será que temos explorado todo esse potencial?
Essa questão, urgente e complexa, será amplamente debatida no 10º Congresso Internacional Freemind, que acontecerá de 16 a 19 de novembro de 2025, em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Reuniremos especialistas de diferentes áreas que atuam diretamente com prevenção escolar para compartilhar estratégias eficazes, boas práticas e experiências de impacto real nas escolas do Brasil e do mundo.
De acordo com o UNODC (2022), ações preventivas realizadas em ambiente escolar são mais eficazes quando envolvem toda a comunidade escolar, com formação de educadores, envolvimento das famílias e apoio psicossocial. Ainda assim, muitas instituições enfrentam sérios desafios: falta de formação específica, ausência de protocolos claros, pouco apoio das redes de saúde e assistência social, além da fragilidade da relação escola-família.
Ao mesmo tempo, os vícios comportamentais, especialmente ligados à tecnologia e redes sociais, vêm se tornando uma nova fronteira da prevenção. Estudos como o do Instituto Delete (UFRJ) mostram que o uso excessivo de dispositivos digitais já impacta o rendimento escolar, os vínculos sociais e a saúde mental de crianças e adolescentes, exigindo que as escolas aprendam a lidar com esse novo tipo de dependência.
E quando o problema já está instalado?
Nem sempre é possível identificar e prevenir antes do surgimento dos danos. Muitas vezes, os sinais de alerta já se tornaram realidade — um estudante envolvido com drogas, um adolescente em sofrimento por dependência digital, um educador que está claramente enfrentando um vício ou transtorno emocional.
Nesses casos, a escola precisa agir com responsabilidade, acolhimento e orientação técnica.
- Com os alunos, é essencial acionar a rede de apoio: conselho tutelar, equipe multiprofissional da saúde e assistência social, além do envolvimento ativo da família. A escola não deve lidar com esses casos sozinha, mas também não pode se omitir.
- É importante ter protocolos bem definidos, com rotas claras de encaminhamento, fluxos de escuta e apoio, e registro formal dos casos.
- A oferta de espaços seguros para escuta e apoio emocional, a atuação de psicólogos escolares (quando disponíveis) e o diálogo respeitoso e empático são medidas fundamentais.
- Com os professores e funcionários, o cuidado deve ser o mesmo: acolhimento, sigilo, encaminhamento profissional. Gestores escolares devem estar preparados para identificar sinais de sofrimento psíquico, uso abusivo de substâncias ou comportamentos compulsivos, oferecendo apoio institucional e incentivo ao tratamento especializado — sem estigmas ou punições precipitadas.
- Algumas redes de ensino já contam com serviços de atenção à saúde do trabalhador ou parcerias com instituições públicas de cuidado. Quando não houver esse suporte, parcerias com organizações da sociedade civil ou encaminhamentos pela rede SUS podem ser alternativas viáveis.
O fundamental é entender que a dependência — seja química ou comportamental — é uma condição de saúde, e que o papel da escola, enquanto espaço formador e cuidador, é agir com humanidade, responsabilidade e conhecimento técnico.
E o que pode ser feito de forma contínua?
Educar com verdade, presença e empatia. Promover formações continuadas, construir espaços seguros de escuta, desenvolver projetos pedagógicos voltados à saúde mental e ao uso consciente da tecnologia. Mas, principalmente, fortalecer o vínculo entre escolas e famílias. Nenhuma das partes pode enfrentar esse desafio sozinha.
No Congresso Freemind, vamos ouvir especialistas em prevenção, gestores escolares, pesquisadores e agentes públicos, que apresentarão soluções integradas, dados científicos e caminhos práticos para transformar escolas em espaços de acolhimento, prevenção e construção de vínculos. Será também uma oportunidade única de formação para educadores, conselheiros, profissionais da saúde, assistentes sociais e todos os que atuam com jovens em situação de vulnerabilidade.
Convite Final:
📍 10º Congresso Internacional Freemind
📅 16 a 19 de novembro de 2025
📌 Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Brasília/DF
🎫 Inscreva-se com desconto antecipado: www.congressofreemind.com.br
Vamos juntos transformar as escolas em espaços de prevenção, acolhimento e conscientização.
