DEPAD e o fortalecimento do acolhimento nas CT’S

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DEPAD: dia dedicado ao debate e qualificação para o acolhimento

O DEPAD – Departamento de Entidades de Apoio e Acolhimento Atuantes em Álcool e Drogas é parte do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), e tem a responsabilidade de regular e fiscalizar as comunidades terapêuticas no Brasil. Hoje, 18 de novembro, há um dia inteiro de atividades promovidas pelo DEPAD no 10º Congresso Internacional Freemind, com a participação de legisladores, membros do Conselho Federal de Medicina, Promotores de Justiça, pesquisadores e profissionais das Comunidades.

Diego Mantovaneli é Coordenador-Geral do DEPAD – Ministério do Desenvolvimento Social,  membro do Conselho Nacional de Política Sobre Drogas, e falou com nossa equipe a respeito da parceria entre o DEPAD e o Freemind, e os desafios enfrentados pela pasta.

A importância do diálogo com a sociedade civil

De que forma a parceria entre DEPAD e o Freemind é positiva, na sua visão?

“Eu vejo essa parceria como muito estratégica. O Freemind é um espaço que conecta pessoas, ideias e experiências, e isso é fundamental para quem trabalha com políticas públicas. Quando o DEPAD se aproxima do Freemind, nós conseguimos ampliar o diálogo com a sociedade civil, trocar boas práticas e construir soluções mais inovadoras. Essa integração fortalece nossas ações e garante que elas cheguem de forma mais efetiva a quem realmente precisa.”


Os desafios das políticas públicas sobre drogas

O DEPAD tem uma missão muito importante na execução de políticas públicas no âmbito do MDS. Quais são os maiores desafios enfrentados, e de que formas as comunidades terapêuticas se inserem como importantes aliados?

“Os desafios são grandes. Primeiro, porque o tema das drogas é muito complexo, envolve saúde, assistência social, segurança, e isso exige uma abordagem integrada. Outro ponto é garantir que a rede de acolhimento seja ampla e qualificada, para atender pessoas em todo o país. E ainda temos que lidar com o estigma, que muitas vezes dificulta a reinserção social.

Nesse cenário, as comunidades terapêuticas são parceiras fundamentais. Elas oferecem acolhimento humanizado, suporte psicossocial e oportunidades de reinserção. Trabalhando junto com o Estado, conseguimos ampliar a cobertura e garantir que as pessoas tenham acesso a cuidados contínuos e integrados.”

 

Foto: Samio Falcão, Diretor do DEPAD/MDS; Paulo Delgado, autor da Lei de reforma psiquiátrica brasileira; Gedalias Mota, pesquisador; e Diego Mantovaneli, Coordenador-Geral do DEPAD