Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas (26/06)
E agora? O que estamos fazendo — de verdade — sobre isso?
Todo dia 26 de junho, o mundo inteiro volta os olhos para uma das crises mais desafiadoras do nosso tempo: o abuso de drogas e o tráfico ilícito. Mais do que uma data no calendário, esse é um chamado para a sociedade refletir, se sensibilizar e agir diante de um problema que destrói vidas, famílias, sonhos e comunidades inteiras.
Quando falamos em drogas, muitas vezes imaginamos algo distante. Mas a verdade é que o sofrimento causado pelas dependências está mais próximo do que se imagina: na escola do seu filho, no bairro onde você mora, no seu local de trabalho… ou até dentro da sua própria casa.
Mas será que estamos mesmo respondendo com a seriedade e a urgência que essa realidade exige? E agora?
O que fazemos quando um jovem entra no mundo das drogas e ninguém percebe?
Quando uma mãe chora em silêncio por não saber mais como ajudar seu filho?
Quando o tratamento não chega, a prevenção falha e a reinserção social vira uma promessa não cumprida?
Além disso, a dependência química ainda carrega muito estigma. Para quem sofre com ela — e para quem convive com o sofrimento — o silêncio muitas vezes dói mais que o próprio vício. E agora?
Acolher sem julgar: por onde começar?
Prevenir exige verdade e presença — como tornar isso real?
Tratar com dignidade é um direito: como garantir?
Reinserção social com oportunidade real: como construir esse caminho?
Essas perguntas não têm respostas simples. Mas elas precisam ser feitas. E o dia 26 de junho, Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico de Drogas é uma data importante para essa reflexão.
Aqui no Brasil, a situação é urgente. Milhões de pessoas enfrentam o sofrimento causado pelo uso problemático de substâncias — e, junto com elas, familiares, amigos e profissionais da saúde também sofrem. A dependência química não é uma questão apenas individual: ela nos afeta como sociedade. Por isso, precisamos de respostas concretas, humanas e eficazes.
No 10º Congresso Internacional Freemind, que acontece de 16 a 19 de novembro, em Brasília, vamos colocar essa questão no centro do debate: “Dependências Químicas e Vícios Comportamentais: No Brasil, as ações de prevenção, tratamento e reinserção social são eficazes? E agora?”
Esse “E agora?” é mais que uma provocação.
É um chamado.
É o momento de transformar perguntas em ações.
Dor em cuidado.
Solidão em rede.
Negligência em política pública.
Negação em escuta.
Se você sente que algo precisa mudar — na sua vida, na sua casa, na sua escola, na sua comunidade ou na sua cidade — venha conosco.
Porque ignorar já não é mais uma opção. O tempo da omissão já passou!
O agora exige coragem. E exige de todos nós.
