Propaganda de drogas: como proteger públicos vulneráveis

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Propaganda de drogas nas redes sociais: um desafio para a regulação

Nesse cenário, a propaganda de drogas passou a circular com mais força nos ambientes digitais, o que amplia os desafios no entendimento desse universo da comunicação e na regulação do que é veiculado. Além disso, a propaganda de drogas nas redes sociais esbarra em um problema histórico: a legislação brasileira, no que tange à publicidade, em sua maioria, é anterior ao fenômeno da internet.

 

O debate no 10º Congresso Internacional Freemind

Especialistas, profissionais de saúde e da área da comunicação social, e gestores de políticas públicas debateram o assunto no painel “Propaganda de Drogas”, parte do 10º Congresso Internacional Freemind, realizado em Brasília, entre os dias 16 e 19 de novembro de 2025.

Marilda das Graças Martins é Coordenadora de Prevenção ao Uso de Drogas da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social da Prefeitura Municipal de Campinas (SP) e Conselheira Municipal de Políticas sobre Drogas, falou à nossa equipe brevemente sobre os desafios enfrentados:

 

Como podemos pensar políticas públicas para enfrentar o problema da publicidade direcionada ao público vulnerável?

“Eu acho que a informação é muito importante. As pessoas acham que por causa da internet, das redes sociais, todo mundo tem informação. Realmente tem, mas se você vai visitar o pessoal de maior vulnerabilidade, que está em bairros mais distantes, eles não têm tanta informação. Informações baseadas em estudos científicos. Eles não sabem como buscar as informações verdadeiras. Por isso é importante a gente estar nesses lugares, levar a informação para essas pessoas, levar o que já temos e lutar para que a gente tenha leis que regulamentem melhor essas drogas, principalmente as lícitas, que a gente tem maior facilidade de obter. As pessoas têm mais facilidade de ver na prateleira, comprar, ter nas casas, para que saibam os malefícios que elas trazem realmente”

Hoje existe um debate muito grande a respeito da responsabilidade das empresas de redes sociais pelo tipo de conteúdo que está sendo veiculado. Pensar em responsabilização seria positivo como política pública?

“Sim. Traria maior responsabilidade nas informações passadas, dos malefícios que aquele produto traz para a pessoa. Eu acho que seria um benefício.”