Escala revela o verdadeiro dano que cada droga causa

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As drogas vêm tendo um papel importante ao longo da história da humanidade. Desde que existiam pequenas civilizações, o homem usou “certas plantas” e alimentos que oferecia a natureza para criar ideias e levar sua mente a experimentar com planos diferentes. Não foi até os tempos de globalização que começou a conscientizar a população sobre os perigos que cada uma das drogas mais populares, incluindo o álcool e a nicotina que têm os cigarros.

No entanto, nem todas seguem as advertências e muitas vezes ignoram que tanto o dano psicológico e físico podem causar suas adicções. Com múltiplos estudos contraditórios publicados na internet, é difícil saber com certeza se os resultados científicos são certos ou falsos, e dessa forma esse tipo de educação preventiva falhou por completo.

Como forma de neutralizar essa má informação, um grupo de cientistas britânicos criou uma imagem que representa em términos peculiares os níveis de dependência e dano que causa cada uma das drogas mais populares.

David Nutt, Leslie King e William Saulsbury escreveram o artigo de onde se desprende a dita escala. Os investigadores, especialistas em psiquiatria da Royal College of Psychiatrists, fizeram uma exaustiva analise de diferentes publicações de seus colegas sobre o dano das drogas e encontraram uma maneira de simplificar seus encontros e dar um intervalo a algumas como a maconha, álcool, LSD, heroína, metanfetamina, cocaína e outras tantas. Seus resultados seguem um padrão simples que classifica os narcóticos em uma escala de um à três, de acordo com sua dependência e seu dano. Uma vez que esses fatores tenham sido estabelecidos, é possível saber o quão perigosa é.

  • Nível 1: Drogas menos perigosas

Drogas: Khat, cannabis, LSD, GHB, ecstase, solventes, esteroides, metilfenidato, poppers e 4-MTA.

Com níveis de 1 – 1 (é dizer que têm um ponto de dano físico e um de dependência) se encontram substâncias como o ecstase, os solventes e os esteroides. Isto significa que psicologicamente o usuário não requer consumi-las com frequência já que o impacto que têm no cérebro e nas partes que motivam a adicção é muito reduzido. Da mesma forma as que seus componentes tóxicos não são tão altos (com exceção dos solventes, que podem ter um impacto mais grave a longo prazo na psique se uma adicção se desenvolve).

Por outro lado, a maconha, o LSD também se encontram neste nível baixo de risco, mas com quase 1.5 de qualificação têm mais tendência de causar dependência. O feito de que a necessidade não seja física, aponta que o dano ao corpo é muito menor. Entretanto, ao converter-se numa exigência psicológica, pode fazer com que a mente se incline para outras substâncias ou que se recuse a eliminar seus hábitos. De qualquer forma, este tipo de adicções são fáceis de abandonar, sempre e quando a sujeição por parte das drogas ainda não seja tão forte.

  • Nível 2: Drogas de risco médio

Drogas: Tabaco, álcool, benzodiazepina, buprenorfina, anfetamina e ketamina.

Estas drogas entram nos níveis superiores de dependência e seu dano físico é mais alto. O tabaco tem substâncias que causam adicção facilmente e justamente abaixo dele se encontra o álcool, com um pouco mais de dano físico. Em anos recentes a consciência sobre fumar aumentou, mas pouco a pouco se fala dos riscos de beber e é necessário pô-lo em perspectiva quando se encontra no mesmo espectro que a benzodiazepina e outros fármacos como a anfetamina e ketamina, conhecidas por suas propriedades destrutivas no físico e na psique dos seus consumidores.

Essas últimas duas substâncias têm derivados que podem incrementar tanto o risco físico como a dependência. Com as múltiplas legislações ao redor do mundo, a produção mudou. Alguns traficantes criam suas próprias versões das drogas e – ao não ser comum – se faz difícil saber se o risco é maior ou menor, especialmente porque não são drogas naturais, se não sintéticas, criadas em laboratórios.

  • Nível 3: Drogas de alto risco

Drogas: Metadona, barbitúricos, substâncias medicinais que se utilizam para acalmar dores em operações ou em distintas complicações. Sua composição química os faz altamente viciantes e por esse motivo se usam em casos de emergência em hospitais. Existem casos em que os pacientes se tornam adictos depois de tomarem doses muito pequenas e é difícil eliminar a adicção.

Finalmente, e com uma separação considerável, se encontram a cocaína e a heroín, ambas são parte do fluxo mainstream das drogas. A primeira cruza a linha 2, tornando-se um alto risco para a saúde, enquanto que a segunda cobre as 3 em ambos términos, definindo-a como a mais viciante e daninha entre todos os narcóticos conhecidos.

A escala não inclui as drogas menos conhecidas e algumas que se popularizaram em anos recentes, mas oferece um olhar sensível em direção aos perigos de cada uma. Ainda que seja necessário considerar que algumas pessoas podem ser mais propensas a desenvolver uma adicção ou a sofrer danos maiores com certas drogas, as duas variáveis que utilizaram os cientistas são suficientes para conhecer o risco e é uma maneira fácil de se informar.

Fonte: Cultura Colectiva/ Alonso Martinez

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