Mitos e Verdades sobre a Maconha

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A cannabis é a droga psicoativa ilícita mais usada no mundo, com mais de 180 milhões de usuários, de acordo com o relatório de 2016 divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com idade entre 15 e 64 anos.
No Brasil, a estimativa é que 2,5% na população adulta usou cannabis nos últimos 12 meses, percentual que sobe para 3,5% entre os adolescentes — taxa semelhante a de outros países da América Latina.

Nos últimos anos a mídia tem dado ênfase ao uso da Maconha, tanto recreacional quanto medicinal. Porém, é importante elencar as diferenças entre a Maconha e o Canabidiol. Segundo João Paulo B. Lotufo – Doutor em Pediatria pela Universidade de São Paulo e responsável pela questão das drogas nas Sociedades Brasileira e Paulista de Pediatria (SBP) e (SPSP), afirma que divulgar notícias como: “Maconha no quintal: cresce cultivo para tratar a epilepsia”, ou “Anvisa aprova primeiro medicamento a base de maconha” só leva ao incentivo e ao uso precoce desta droga.

“As notícias tinham que ser dadas de maneira responsável: “A substância canabidiol parece controlar convulsões”, ou “Os estudos com o canabidiol estão aumentando e talvez daqui há 15 anos estejamos tratando convulsões, glaucoma e outras situações com esta nova droga”, explica o Doutor.

O Canabidiol, extraído da maconha, deve mostrar o sucesso terapêutico nos estudos a que está submetido para que em poucos anos possa ocupar espaço real nas nossas prescrições, mas antes disto, é preciso alertar principalmente a população jovem sobre possíveis lesões que o uso precoce e inadvertido da maconha pode acarretar. O exemplo da pílula da USP para tratamento do Cancer foi divulgada como grande efeito de cura, mas depois dos estudos ela foi abandonada pois não demonstrou eficácia. Será o mesmo com a Cannabis?

Há necessidade de maior responsabilidade em se tratar a maconha como uma droga terapêutica ou uma droga inofensiva. A maconha usada na adolescência pode causar perda de memória e diminui o tamanho do cérebro. Famílias com jovens em surto psicótico e/ou esquizofrênico, estão pagando o preço do uso recreacional ou terapêutico da maconha.

Dr. João Paulo B. Lotufo faz uma comparação com o tabaco. Segundo ele todo fumante tem um “avô” de 90 anos que fumou a vida toda e tem muita saúde”, mas se esquecem do aumento em 10 x de todas as doenças relacionadas com o uso do cigarro. Da mesma maneira, 20% da população vai ficar dependente da maconha e 1% poderá ter surto psicótico.
Resumindo, uso de Maconha é uma coisa; uso de Canabidiol é outra.

Dados

Jeffrey Zinsmeister – do Department Of Psychiatry in the College of Medicine dos Estados Unidos, apresentou dados de lugares que em que a maconha foi legalizada. Alguns dados são estimativas por NSDHU.

No Colorado e em Washington a lei de legalização da maconha foi aprovada em 2014. Desde então, em ambos estados o número de consumo aumentou mais rápido do que a média nacional.

Confira os dados

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Com a legalização, as intoxicações acidentais por overdose no Colorado aumentaram vertiginosamente. E também houve um aumento dos negócios de maconha, pois há mais estabelecimentos de entorpecentes do que lojas como Starbucks ou McDonalds. Em Washington existem 735 negócios de maconha comparado a 559 de Starbucks, já no Colorado, são 940 os negócios de maconha e 322 de Starbucks.

Além do que as infrações relacionadas à maconha nas escolas de Colorado também aumentaram. Em 2012, a porcentagem era de 1,76 %, já em 2014 aumentou para 2,36 %.

Doutor Anthony Wong do Instituto da Criança do Hospital das clínicas de São Paulo comenta os efeitos da maconha no cérebro do adolescente e da criança são mais intensos, devastadores e permanentes, muito diferentes do adulto.

O cérebro em desenvolvimento não possui os mecanismos de defesa e de resistência aos efeitos citotóxicos da maconha e outras drogas. A aceitação de maconha, e seus efeitos benéficos, não se aplicam ao cérebro em desenvolvimento.

“A legalização da maconha poderá resultar nos mesmos efeitos sociais e fisiológicos que os do álcool entre jovens. É necessário diferenciar as indicações medicinais do uso recreativo, além de dimensionar seus riscos de uso off-label (medicamento utilizado de forma diferente daquela descrita na bula). A maconha é a droga mais perigosa para nossa juventude”, explica Wong.

A legalização da maconha vem sendo discutida em diversos países do mundo. Vale ressaltar que é preciso de embasamento científico para analisar profundamente a questão a partir de diversos enfoques, avaliando os possíveis impactos e as políticas públicas de saúde. Mas, é necessário pontuar que o uso recreacional ou medicinal da cannabis ainda pouco comprovado são diferentes.

Enquanto a Holanda que apenas tolera a droga está fechando os famosos Coffee Shops (25% já foram fechados), o Brasil está caminhando na mão contrária. A maconha desperta um glamour perigoso entre os jovens do mesmo que o tabaco despertou na década de 50. Felizmente o tabaco diminuiu de 30 para 10,8% no Brasil. Não devemos ocupar este espaço com outras drogas.

Mobilização Freemind

A ideia da Mobilização Freemind é despertar a sociedade para o grande problema das drogas. Tudo começou em 2012 após um encontro com um jovem dependente, machucado e faminto, que a partir disso despertou a vontade de se fazer algo em favor de uma causa que há tempos assusta e entristece a sociedade brasileira e mundial: a dependência química. Mobilizados, empresários, profissionais liberais, religiosos e dependentes em recuperação, começaram uma verdadeira cruzada.

Hoje, o Freemind conta com vários parceiros no Brasil: Instituto Padre Haroldo, Academia de Inteligência do Dr. Augusto Cury, Dunga da Canção Nova, Arte pela Vida da Comunidade Recado, Dr Bartô e os Doutores da Saúde, Aliança de Misericórdia, Fazenda da Esperança, Amor-Exigente, entre outros.

E também parceiros internacionais: ONU (Organização das Nações Unidas), OMS (Organização Mundial da Saúde), OEA (Organização dos Estados Americanos), Governo Americano, UNODC (Escritório das Nações Unidas em Drogas e Crimes), União Africana, INL (Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei), Colombo Plan (Cooperação para o Desenvolvimento da Ásia e Pacífico) e FLACT (Federação Latino-americana De Comunidades Terapêuticas).

Para mais informações
Tel.: (19) 2103.9149 / (19) 981163390
Contato: Bruna de Oliveira
E-mail: [email protected]
Site: www.freemind.com.br